O surgimento do jornalismo no Brasil

Durante o Brasil colônia, a produção de jornais era proibida. Diferente das outras nações latino-americanas, o país entrou no século 19 sem tipografia, jornais ou universidades. Neste sentido, também sem formação de um público leitor.
No entanto, o uruguaio Hipólito José da Costa, após frequentar e concluir estudos acadêmicos de Filosofia e Direito em Portugal, foi nomeado Diretor da Imprensa Régia pela coroa. Em 1802, viajou para a Inglaterra a procura de máquinas de escrever e equipamento de impressão. Mas, ao retornar para a colônia, foi preso pela inquisição por difundir ideais maçônicos.
Em 1805, Hipólito foge da prisão e exila-se em Londres. Funda, em 1808, o Correio Brasiliense. A primeira edição somou 108 páginas e mesmo com a proibição decretada em terras portuguesas, circulou de forma clandestina, tanto em Portugal quanto no Brasil. Foram aproximadamente 175 edições, agrupadas em 29 volumes durante 14 anos e 7 meses, ininterruptamente, de 1 de junho de 1808 a 1 de dezembro de 1822.
Mesmo editado e impresso em Londres, o Correio Brasiliense é considerado o primeiro jornal brasileiro, por tratar diretamente de temas, informações, economia, artigos e notícias relacionadas ao Brasil da época. Entre outras características, o jornal obteve periodicidade de circulação e um vasto número de edições.
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Atualmente, segundo o último censo realizado pela Associação Nacional de Jornal (ANJ), em 2013, existem 4.786 veículos de notícias em circulação no Brasil.  Mas, foi somente em 1821, que o país teve o seu primeiro veículo de imprensa fora do controle governamental, com a criação do jornal Diário do Rio de Janeiro.
Entre 1875 e 1891 foram fundados diversos jornais importantes, datam deste período o jornal O Estado de S. Paulo, Gazeta de Notícias, Jornal do Brasil, entre outros.
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A partir de 1925, com a fundação da Folha de S. Paulo, O Globo e Estado de Minas, começou uma terceira etapa no surgimento de novos veículos e jornais. Assim como a primeira revista brasileira jornalística, que tratava de política em formatos utilizados até hoje, O Cruzeiro, criada na década de 30 com circulação até 1975.
Outra relevante revista teve colaboradores de renome, como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues. Trata-se da revista Manchete, que deixou as bancas de jornais em 2000. Outras grandes revistas, criadas neste período, continuam em circulação até hoje, como a Veja e a IstoÉ.
Assessoria de imprensa
Diferenças entre mídia e imprensa: As palavras mídia e imprensa, muitas vezes, são usadas como sinônimos. Mas, existem diferenças. A imprensa, por exemplo, é uma coletiva dos veículos de comunicação que atuam, principalmente, no jornalismo. Já mídia é um termo usado para definir os meios de comunicação, os canais de notícias.
Hipólito José da Costa: Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, jornalista nasceu na Colônia do Sacramento, Uruguai, em 13 de agosto de 1774, e faleceu em Londres, Inglaterra, em 11 de setembro de 1823.
Patrono da cadeira n 17 da Academia Brasileira de Letras (ABL), por escolha do fundador Sílvio Romero. Além de ser o único redator do Correio Brasiliense, foi autor das seguintes obras:
-Diário de minha viagem para Filadélfia (1798, publicado em 1955);
-Narrativa da perseguição, Londres (1811, 2 vols; publicado no Brasil em 1974, pela Associação Rio-Grandense de Imprensa e UFRGS);
-Cartas sobre a franco-maçonaria, Amsterdã, 1863.
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