A produção e edição de vídeos

Abordagens na produção e edição de vídeos
Quando assistimos a um filme no cinema ou a uma propaganda passando na televisão, não sabemos ao certo o processo que há por trás do produto final.  As pessoas até imaginam que não é só de gravação que a produção de qualquer material audiovisual vive. Mas o que é preciso?
Solução Atelier: Produção de Áudio e Vídeo
Há muitos profissionais envolvidos e as etapas de produção de um vídeo precisam de um planejamento. Pensando assim, pode até parecer simples, mas não é como uma receita de bolo. Para cada caso, para cada vídeo, é necessário uma linha editorial diferente. Hoje, a Atelier de Imagem e Comunicação abordará sobre a propaganda, documentário, vídeos institucionais e como eles conseguem atingir seus objetivos.
 
Qual a diferença entre Propaganda e vídeo Institucional?
A propaganda tem a finalidade de vender uma marca, produto ou serviço. A estratégia é voltada para atrair o público consumidor desse produto com intuito de gerar retorno financeiro. Uma propaganda precisa ter um diferencial, algo que realmente convença o telespectador. Segundo o “guru” do marketing Philip Kotler, que também é professor universitário e reconhecido como um renomado teórico estrategista de prática de mercado, uma pessoa normalmente recebe 1600 impactos comerciais por dia, mas apenas 80 são percebidos e somente 12 provocam algum tipo de reação.

Portanto, a propaganda precisa sempre ter algo que fuja dos padrões para impactar o telespectador. Exemplo disso é uma ação recente da marca Lipton. Para divulgar seus novos chás, a empresa montou o maior jardim suspenso de São Paulo no Largo da Batata entre os dias 5 e 8 de Outubro deste ano. Quem estivesse passando por aquela região poderia tomar um chá a 30 metros de altura! A matéria pode ser acessada pelo link https://goo.gl/i7Ghn5
Já o vídeo institucional é uma peça de comunicação em formato de vídeo com intuito de divulgar uma empresa, ação ou marca. É feito pensando na valorização da imagem da instituição reforçando, assim, sua identidade. Segundo a consultoria americana Forrester, um minuto de vídeo equivale a 1.8 milhões de palavras! Significa que pode causar um impacto maior, atraindo mais clientes e fidelizando quem já faz parte da história da empresa. Pode ser utilizado para ser exibido em eventos, sites, instituições ou divulgado de forma interna para clientes e colaboradores.
Sendo assim, o vídeo institucional deve, em um curto espaço de tempo, abranger a empresa e seus principais produtos ofertados, funcionários, clientes, parceiros, público interno e público externo que pretendem atingir. Ele ajuda a interferir sobre o que o público pensa em relação à instituição, sendo menos direto que a propaganda, mas causando mais efeito quando se trata de promover uma empresa.
A montagem de qualquer vídeo exige um processo de junção semiótica, ou seja, o texto, desde o começo, deve casar com as imagens que serão produzidas, com a escala de planos e sequências de montagem das filmagens. Tanto para o documentário quanto para a publicidade, o roteiro é montado seguindo a mesma linha: o personagem ou objeto principal.
Em um documentário é necessário pensar, além do foco, qual a sensação que será passada. Em “O Brado Retumbante”, por exemplo, o resgate histórico feito pela Atelier de Imagem e Comunicação foi estruturado com uma série de entrevistas dando um ar leve mesmo se tratando de um assunto conturbado e sério: o processo de redemocratização do Brasil na ditadura.

 
A produção 
A produção exige muita organização. E para que tanto o documentário quanto a publicidade atinjam seus objetivos, a escolha de ângulos, locais e planos de filmagens são fundamentais. Às vezes, para divulgar os seus diferenciais, uma empresa pode optar por fazer uma série dividida em episódios, como foi o caso da Volkswagen.
A marca de automóveis lançou em 2017 uma websérie para divulgar os avanços tecnológicos de seus novos modelos. Divididos em 6 episódios, o projeto editorial girou em torno de duas séries: Blackmirror e Mr. Robot. O “01.09” conta a história do especialista em segurança digital Mario, que passa por um teste, sendo marcado com a inscrição 01.09. E com a ajuda de dois amigos, desvenda diversos mistérios. As cenas foram gravadas propositalmente para mostrar os novos modelos lançados no mercado. Se você quiser conferir a série, está disponível pelo link: https://0109.vw.com.br/.

O surgimento do jornalismo no Brasil

Durante o Brasil colônia, a produção de jornais era proibida. Diferente das outras nações latino-americanas, o país entrou no século 19 sem tipografia, jornais ou universidades. Neste sentido, também sem formação de um público leitor.
No entanto, o uruguaio Hipólito José da Costa, após frequentar e concluir estudos acadêmicos de Filosofia e Direito em Portugal, foi nomeado Diretor da Imprensa Régia pela coroa. Em 1802, viajou para a Inglaterra a procura de máquinas de escrever e equipamento de impressão. Mas, ao retornar para a colônia, foi preso pela inquisição por difundir ideais maçônicos.
Em 1805, Hipólito foge da prisão e exila-se em Londres. Funda, em 1808, o Correio Brasiliense. A primeira edição somou 108 páginas e mesmo com a proibição decretada em terras portuguesas, circulou de forma clandestina, tanto em Portugal quanto no Brasil. Foram aproximadamente 175 edições, agrupadas em 29 volumes durante 14 anos e 7 meses, ininterruptamente, de 1 de junho de 1808 a 1 de dezembro de 1822.
Mesmo editado e impresso em Londres, o Correio Brasiliense é considerado o primeiro jornal brasileiro, por tratar diretamente de temas, informações, economia, artigos e notícias relacionadas ao Brasil da época. Entre outras características, o jornal obteve periodicidade de circulação e um vasto número de edições.
Saiba mais: A Imprensa em transformação

Atualmente, segundo o último censo realizado pela Associação Nacional de Jornal (ANJ), em 2013, existem 4.786 veículos de notícias em circulação no Brasil.  Mas, foi somente em 1821, que o país teve o seu primeiro veículo de imprensa fora do controle governamental, com a criação do jornal Diário do Rio de Janeiro.
Entre 1875 e 1891 foram fundados diversos jornais importantes, datam deste período o jornal O Estado de S. Paulo, Gazeta de Notícias, Jornal do Brasil, entre outros.
Leia também: O que é Media Training?

A partir de 1925, com a fundação da Folha de S. Paulo, O Globo e Estado de Minas, começou uma terceira etapa no surgimento de novos veículos e jornais. Assim como a primeira revista brasileira jornalística, que tratava de política em formatos utilizados até hoje, O Cruzeiro, criada na década de 30 com circulação até 1975.
Outra relevante revista teve colaboradores de renome, como Carlos Drummond de Andrade, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Fernando Sabino e Nelson Rodrigues. Trata-se da revista Manchete, que deixou as bancas de jornais em 2000. Outras grandes revistas, criadas neste período, continuam em circulação até hoje, como a Veja e a IstoÉ.
Assessoria de imprensa
Diferenças entre mídia e imprensa: As palavras mídia e imprensa, muitas vezes, são usadas como sinônimos. Mas, existem diferenças. A imprensa, por exemplo, é uma coletiva dos veículos de comunicação que atuam, principalmente, no jornalismo. Já mídia é um termo usado para definir os meios de comunicação, os canais de notícias.
Hipólito José da Costa: Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, jornalista nasceu na Colônia do Sacramento, Uruguai, em 13 de agosto de 1774, e faleceu em Londres, Inglaterra, em 11 de setembro de 1823.
Patrono da cadeira n 17 da Academia Brasileira de Letras (ABL), por escolha do fundador Sílvio Romero. Além de ser o único redator do Correio Brasiliense, foi autor das seguintes obras:
-Diário de minha viagem para Filadélfia (1798, publicado em 1955);
-Narrativa da perseguição, Londres (1811, 2 vols; publicado no Brasil em 1974, pela Associação Rio-Grandense de Imprensa e UFRGS);
-Cartas sobre a franco-maçonaria, Amsterdã, 1863.
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O que é Media Training?

Com intenção de atrair a atenção dos veículos de comunicação, empresas aderem ao media training para aumentar a capacidade de se relacionar com os jornalistas
O Media Training, cujo termo significa treinamento de mídia, é uma técnica de como se relacionar com a imprensa, desenvolver posicionamento e como proposta inicial, reduzir conflitos. Serve para diminuir o nervosismo na hora de uma coletiva, inauguração de algum projeto de cunho midiático, se posicionar referente a câmeras e adquirir técnicas de entrevista, por exemplo.
No Brasil, a prática do Media training poderia reduzir consideravelmente o volume das crises que ocupam os jornais por falta de comunicação adequada, pois no processo de aprendizado, o porta-voz é submetido a cultura da mídia, ou seja, o dia a dia da imprensa e suas alterações no mercado. É um trabalho constante e um desafio permanente.
E por mais que o termo seja relativamente novo, essa prática surgiu com os sofistas na Antiga Grécia que, de cidade em cidade, ensinavam a população a viver em harmonia entre elas e com a natureza. Os romanos, ao enviar seus senadores para aprender a arte na oratória na Grécia, eram submetidos a falar para o mar e para a natureza. O objetivo? Transmitir credibilidade, atrair atenção, virar as costas aos improvisos e falar de memória, sem precisar recorrer às anotações.
 
O que é Media Training?
 
No Renascimento, quando surgiram os grandes movimentos populares na Europa, voltou-se a estudar retórica nas universidades. A fala profunda e respeitosa passou a ser sinônimo de estabilidade política. Nos tempos modernos, o direito autoral pertence aos americanos. E data do pós II Guerra Mundial no primeiro momento da atual globalização, era necessário aproximar-se de novas culturas e desvendar seus hieróglifos. Em síntese: partilhar conhecimentos. E o que é partilhar conhecimento senão transmitir confiança, falar com clareza e entender que ofensa não é argumento? Mas que fatos são argumentos? O Media Training nesse novo contexto se universalizou, ganhou nova dinâmica, significados e aproximou os homens.
 
O Brasil valoriza Media Training?
 
No Brasil, o Media Training é uma prática que vem ganhando força e enfrentou diferentes etapas: no passado, entre as décadas de 1970 e 1980, contribuiu para abrir as organizações privadas ao diálogo com a sociedade por meio dos veículos de comunicação. Havia interesse em se descobrir o mundo da mídia e como o reconhecimento por parte dela muda o mercado. Isso, de fato, acontece.
 
Media Training
 
Foi uma autêntica cruzada: organizar, participar e aprender no Media Training antigamente era uma festa. Um evento significativo. Levavam-se às vezes dois dias treinando e havia outras formas de treinamento, como o continuado, podendo envolver organizações inteiras.
Hoje, o Media Training é mais enxuto e tende a ser mais objetivo. Mas o seu significado se ampliou com a democracia. Quem faz Media Training organiza melhor as entrevistas, fala melhor, se porta adequadamente em frente às câmeras e passa as informações com clareza. E não apenas com a mídia, mas com as pessoas que são o corpo e a alma das organizações públicas e privadas.

Media Training contribui para a democracia

O Media Training não seria um treinamento para ensinar como manipular a imprensa, ocultar os fatos, fugir das questões essenciais? Evidentemente, não. É o Media Training que contribui para democratizar as relações entre as companhias e a mídia e, como desdobramento, com a sociedade, sobretudo uma sociedade como a nossa em efervescente processo democrático.
A Atelier oferece um Media Training diferenciado para executivos, porta-vozes e demais representantes de empresas e entidades, focado na prática dos participantes. É o Media Training “De Cara com a Mídia”.

Media Training contra a surdez das empresas

Existe nas empresas um hábito, cultivado há séculos: a surdez. Muitas companhias simplesmente não escutam o que dizem o cidadão, os movimentos organizados da sociedade e nem mesmo o Estado. Herdaram esse hábito do Exército, da Igreja e da própria cultura de geração do lucro. Não é diferente com o poder público. O Media Training procura mostrar os impactos negativos da surdez, nas suas diferentes versões.
Por isso, a Atelier oferece um Media Training diferenciado para executivos, porta-vozes e demais representantes de empresas e entidades, focado na prática dos participantes. É o Media Training “De Cara com a Mídia”.

O que é Media Training?

O Media Training é uma técnica de como se relacionar com a mídia e desenvolver posicionamentos. Uma de suas propostas é a redução dos conflitos. No Brasil dos dias atuais, a prática do Media Training poderia reduzir em muito o volume de crises que diariamente ocupa as páginas dos jornais. Na essência, o Media Training é fonte de geração de um recurso único e não encontrável à venda no mercado para as companhias: a cultura de mídia, construída ao longo do tempo. É um desafio permanente, uma prática para toda a vida.
A Atelier de Imagem e Comunicação oferece um Media Training diferenciado para executivos, porta-vozes e demais representantes de empresas e entidades, focado na prática dos participantes. É o Media Training “De Cara com a Mídia”.

O Brasil valoriza Media Training?

No Brasil o Media Training é uma prática que vem ganhando força. Enfrentou diferentes etapas: no passado, entre as décadas de 1970 e 1980 do século XX, contribuiu para abrir as organizações privadas ao diálogo com a sociedade. Havia interesse em se descobrir o mundo da mídia e, isso, de fato acontece.
Foi uma autêntica cruzada. Organizar, participar, aprender no Media Training era uma festa. Um evento significativo. Levavam-se às vezes dois dias treinando. Havia Media Training continuado, envolvendo organizações inteiras.
Hoje, o Media Training é mais enxuto, tende a ser mais objetivo. Mas o seu significado se ampliou com a democracia. Quem faz Media Training organiza melhor as entrevistas, fala melhor, se comunica melhor. E não apenas com a mídia, mas com as pessoas que são o corpo e a alma das organizações públicas e privadas.
A Atelier de Imagem e Comunicação oferece um Media Training diferenciado para executivos, porta-vozes e demais representantes de empresas e entidades, focado na prática dos participantes. É o Media Training “De Cara com a Mídia”.

Saiba a história do Media Training

A Atelier de Imagem e Comunicação oferece um treinamento diferenciado para executivos, porta-vozes e demais representantes de empresas e entidades, focado na prática dos participantes. É o Media Training “De Cara com a Mídia”.
Mas, afinal, como nasceu o Media Training? Com o direito de uma licença poética, este treinamento surgiu com os sofistas na Antiga Grécia. Eles saiam de cidade em cidade ensinando as pessoas a viver melhor, viver em harmonia com elas mesmas e a natureza. Os romanos deram um passo à frente na história enviando seus senadores para aprender a arte da oratória. Onde? Na Antiga Grécia. Passava-se longo tempo treinando. Falava-se diante do mar, para a natureza, liam-se os grandes mestres, o objetivo era transmitir credibilidade, atrair atenção, virar as costas aos improvisos, falar de memória, sem recorrer às anotações.
No Renascimento, quando surgiram os grandes movimentos populares na Europa, voltou-se a estudar retórica nas universidades. A fala profunda e respeitosa passou a ser sinônimo de estabilidade política. Nos tempos modernos, o direito autoral pertence aos americanos. E data do pós II Guerra Mundial no primeiro momento da atual globalização. Era necessário aproximar-se de novas culturas, desvendar seus hieróglifos, em síntese, partilhar conhecimentos. E o que é partilhar conhecimento senão transmitir confiança? Falar com clareza e entender que ofensa não é argumento, mas que fatos são argumentos? O Media Training nesse novo contexto se universalizou. Ganhou nova dinâmica e aproximou os homens.

Por que o Media Training?

Por: Francisco Viana*

Eis uma das questões mais recorrentes em palestras, cursos e reuniões com empresários e dirigentes de órgãos públicos. Recentemente, um jovem jornalista, que está preparando um documentário sobre relações das companhias com a mídia, me perguntou polidamente, mas com indiscreta ironia, se o Media Training não seria um treinamento para ensinar como manipular a imprensa, ocultar os fatos, fugir das questões essenciais.
Evidentemente, não. É o Media Training que contribui para democratizar as relações entre as companhias e a mídia e, como desdobramento, com a sociedade, sobretudo uma sociedade como a nossa em efervescente processo democrático. Há uma forte tendência hoje em dia a se esquecer do valor das palavras, dos compromissos, dos fatos acima de tudo. Em lugar de ser vista como processo, a verdade se tornou quase que preta e branca, suscitando erroneas posições de extremos. O Media Training contribui para tornar visível essa nuança nada sutil da realidade.
Igualmente, existe nas organizações um hábito, cultivado há séculos, desde o alvorecer do empreendimento mercantil organizado em torno das cidades mundo, no século VII da era cristã, que é a surdez. As companhias simplesmente não escutam o que diz o cidadão, os movimentos organizados da sociedade e nem mesmo o Estado. Herdaram esse hábito do Exército, da Igreja e da própria cultura de geração do lucro. Não é diferente com o poder público, embora, pelo menos em teoria, não vise ao lucro, mas ao serviço ao público. O Media Training procura mostrar os impactos negativos da surdez, nas suas diferentes versões.
O Media Training é, por fim, também uma técnica de como se relacionar com a mídia e desenvolver posicionamentos. Há uns dez anos, li no L’ Express que o Congresso Nacional francês tinha organizado Media Training para parlamentares com o propósito de orientá-los a como dar entrevistas. Por quê? Como não pensavam no impacto das suas falas, estavam transmitindo intranquilidade ao cidadão. Contradiziam-se, brigavam constantemente. O fato fora constatado em pesquisas. Seria diferente no conjunto dos três Poderes em nosso país? Não estariam as mídias sociais contribuindo para amplificar as dissonâncias? O treinamento para dar entrevistas não deveria ser permanente como forma de reduzir a temperatura da intranquilidade ou desconfiança? No Brasil dos dias atuais, a prática do Media Training poderia reduzir em muito o volume de crises que diariamente ocupa as páginas dos jornais.
Geralmente, busca-se o conflito, não a convergência, busca-se a polêmica, não o entendimento, discutir os problemas, não as soluções. Briga-se muito por motivos fúteis, perde-se muito tempo. Uma das propostas vitais do Media Training é a redução dos conflitos. Hegel ensina que o homem é conflituoso por natureza. A função da filosofia política seria reconhecer a existência do conflito, mas, a partir da sabedoria da vida, encontrar caminhos para superá-los. Inspirado no venerando mestre alemão, poderíamos dizer que é exatamente esta a proposta do Media Training. Transcender a realidade conflituosa e semear o diálogo, o entendimento.
Por isso, a primeira questão destacada num curso de Media Training é o apego à verdade factual. Todos os cânones do jornalismo e da ética estão resumidos no respeito aos fatos. Tudo no relacionamento com a mídia e a sociedade está contido nos fatos: a entrevista, os artigos, a crítica, por mais contundente que seja a prevenção e gestão de crises, o relacionamento com os jornalistas, o press release, as estratégias de comunicação, a cultura das organizações e dos profissionais de comunicação. Fora dos fatos é o inferno das contradições, as crises, a perda da credibilidade, da reputação, da identidade. Os lucros que se volatilizam. E, claro, a confiança. Sim, um inferno. Dante, se vivo estivesse, teria dificuldade para descrevê-lo, mas a mídia, nesse sentido, tem demonstrado que o inferno existe, é terrenal.
O Media Training nasceu, vamos dizer assim, com o direito de uma licença poética, com os sofistas na Antiga Grécia. Eles saiam de cidade em cidade ensinando as pessoas a viver melhor, viver em harmonia com elas mesmas e a natureza. Os romanos deram um passo à frente na história enviando seus senadores para aprender a arte da oratória. Onde? Na Antiga Grécia. Passava-se longo tempo treinando. Falava-se diante do mar, para a natureza, liam-se os grandes mestres, o objetivo era transmitir credibilidade, atrair atenção, virar as costas aos improvisos, falar de memória, sem recorrer às anotações.
No Renascimento, quando surgem os grandes movimentos populares na Europa, voltou-se a estudar retórica nas universidades. A fala profunda e respeitosa passou a ser sinônimo de estabilidade política. Quem desejar aprofundar o assunto basta mergulhar na história de Florença, enveredar pelos escritos de Maquiavel, mergulhar nos labirintos das utopias de Thomas More até a Revolução Francesa. A arte da convivência torna-se a arte do conhecimento e da linguagem. Entram em cena as grandes e as pequenas narrativas.
Nos tempos modernos, o direito autoral pertence aos americanos. E data do pós II Guerra Mundial no primeiro momento da atual globalização. Era necessário aproximar-se de novas culturas, desvendar seus hieróglifos, em síntese, partilhar conhecimentos. E o que é partilhar conhecimento senão transmitir confiança? Falar com clareza e entender que ofensa não é argumento, mas que fatos são argumentos? O Media Training nesse novo contexto se universalizou. Ganhou nova dinâmica e aproximou os homens, no sentido do ser humano.
No Brasil, é uma prática que vem ganhando força. Enfrentou diferentes etapas: no passado, entre as décadas de 70 e 80 do século XX, contribuiu para abrir as organizações privadas ao diálogo com a sociedade. Havia interesse em se descobrir o mundo da mídia e, isso, de fato acontece. Foi uma autêntica cruzada. Organizar, participar, aprender no Media Training era uma festa. Um evento significativo. Levavam-se às vezes dois dias treinando. Havia Media Training continuado, envolvendo organizações inteiras. Hoje, o Media Training é mais enxuto, tende a ser mais objetivo. Mas o seu significado se ampliou com a democracia. Quem faz Media Training organiza melhor as entrevistas, fala melhor, se comunica melhor. E não apenas com a mídia, mas com as pessoas que são o corpo e a alma das organizações públicas e privadas.
Na essência, o Media Training é fonte de geração de um recurso único e não encontrável à venda no mercado para as companhias: a cultura de mídia, construída ao longo do tempo. É um desafio permanente, uma prática para toda a vida.
 
* Francisco Viana é jornalista, mestre em filosofia política e consultor de organizações públicas e privadas.

Francisco Viana comanda palestra sobre comunicação organizacional no Pará

O jornalista e comunicador Francisco Viana esteve na última quinta-feira, 26 de fevereiro, na Universidade Estácio de Sá, em Belém (PA), aonde comandou a palestra “Atualidades – Comunicação Organizacional Hoje” para cerca de 150 alunos da área de comunicação. Ele falou sobre a necessidade de o comunicador se dedicar à boa formação e dar ênfase à boa reputação das organizações.
Chamando a discussão para os atuais acontecimentos no país, e para o fato de existir hoje grande exposição pública, Viana destacou a necessidade de gestores e executivos se concentrarem na importância da comunicação, estarem atentos à sua imagem e à construção de um espaço de diálogo com o cotidiano.
“É preciso uma atitude responsável, que os gestores valorizem essa prática de fato e não apenas no discurso. Muitos perdem suas carreiras, suas vidas profissionais, porque não se preocupam com a reputação”, diz o especialista.
Francisco Viana, que também oferece treinamento de Media Training para executivos, porta-vozes ou demais representantes de empresas e entidades, explicou à plateia como uma boa preparação é fundamental para se comunicar de maneira clara, objetiva e convincente com a imprensa.
Formado pela Universidade Federal da Bahia, com Mestrado em Filosofia Política pela PUC (SP), Viana trabalhou nos jornais A Tarde (Salvador), O Globo (Rio de Janeiro). Além disso, foi editor de reportagens especiais da Revista IstoÉ e editou a Revista do Bradesco, com 130 mil exemplares, à época, a maior tiragem em publicação empresarial do País. Foi diretor de projetos institucionais da revista Carta Capital e da Editora Três.
 
Chico Viana