Internet das Coisas: o mundo todo conectado. Estamos preparados?


 
Já vivemos a era dos objetos conectados. Relógios, computadores, smartphones e até objetivos domésticos já estão ligados à internet, permitindo resolver diversas coisas a um toque em dispositivos que cabem na palma da sua mão. Bem-vindos à Internet das Coisas.
 
O termo, conhecido originalmente em inglês como Internet of Things (IoT), foi mencionado ao mundo pela primeira vez em 1999 pelo executivo britânico Kevin Ashton, em uma palestra na Procter & Gamble (P&G). Com uma pesquisa iniciada em parceira com o Massachusstts Institute of Technology (MIT), Ashton analisava uma forma de rastrear os produtos da sua empresa para gerir melhor sua distribuição, criando a necessidade de conectar, de alguma forma, as embalagens à internet.
 
Ainda que anos antes já se discutia sobre um mundo inteiro conectado, foi a partir dessa data que as pesquisas evoluíram. Um estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) no final de 2017, prevê que, até o final de 2025 o impacto de IoT na economia global seja de 4 a 11 trilhões de dólares. No Brasil, a estimativa é de 50 a 200 bilhões de dólares de impacto econômico anual.
 
Para Eduardo Magrani, professor da Escola de Direito do Rio de Janeiro e pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS), em matéria para o Portal FGV, o impacto a IoT vem sendo atrelado ao conceito, ainda em construção, de Quarta Revolução Industrial, caracterizada por uma Internet onipresente e móvel, por sensores e dispositivos que cada vez se tornam mais baratos e menores e pelo desenvolvimento da inteligência artificial.
 
“A IoT poderá alterar significativamente a maneira como vivemos. O futuro aponta, por exemplo, para pulseiras e palmilhas inteligentes que compartilham o quanto alguém andou a pé ou de bicicleta, ou dispositivos de saúde interconectados, que permitem um monitoramento mais constante e eficiente, além de uma interação mais eficaz entre paciente e médico.”
 
Saiba mais sobre a Internet das Coisas no vídeo abaixo do Tecmundo Explica:
 

Ainda segundo o relatório do BNDES, é na Indústria que o impacto da IoT virá mais rapidamente. O aumento da produtividade pode vir com a integração de pequenas e médias empresas, acelerando a implantação da Internet das Coisas para o desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, aumentando a competitividade da economia, fortalecendo as cadeias produtivas nacionais e promovendo a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
 
Entendendo a importância desse investimento a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), cliente Atelier Imagem e Comunicação, em parceria com o BNDES e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), abriram um edital no início de novembro de 2018, para o investimento de até R$ 15 milhões no experimento da indústria na área de IoT. O dinheiro deverá ser aplicado na construção de ambientes de testes de soluções tecnológicas (testbeds), como laboratórios, na compra de equipamentos nacionais, importados e de softwares, na remuneração da equipe, entre outras despesas necessárias para realizar os projetos.
 
José Luis Gordon, diretor de planejamento e gestão da EMBRAPII, falou sobre a importância dos testbeds para experimentar diferentes necessidades e protocolos, já que cada empresa tem uma realidade distinta. Essas simulações já tiveram sucesso nos países com a indústria mais avançada e “é um marco importante para o setor empresarial. Não existe desenvolvimento de nenhum país sem uma indústria forte”, declarou.

EMBRAPII ganha espaço em reportagem da revista Exame

A Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, ganhou espaço em ampla reportagem da edição especial da revista Exame – Melhores & Maiores – As 1000 Maiores Empresas do Brasil, intitulada “Sem inovar, Brasil abre mão de uma rota para sair da crise”, com tiragem de 185 mil exemplares. A Atelier de Imagem e Comunicação é responsável pela Assessoria de Imprensa da Embrapii.
Segundo o veículo, falar da dificuldade de inovar no Brasil é como criticar a Seleção Brasileira de Futebol: todo mundo tem algum palpite. A Embrapii, empresa criada em 2013, é vista como um exemplo de como driblar alguns entraves que tornam a inovação no Brasil coisa para abnegados, tendo como objetivo ajudar os institutos de pesquisa e os laboratórios brasileiros de universidades a escolher uma vocação, de acordo com a melhor especialidade de cada um deles.
Em três anos de funcionamento, a Embrapii já conseguiu cadastrar 17 institutos dessa forma. Cada um tem 16 metas mensais, como prospecção de clientes, participação em eventos e taxa mínima de sucesso de projeto. “Nossa meta de longo prazo é cadastrar 1.000 institutos de pesquisa na próxima década”, diz Jorge Almeida Guimarães, presidente da Embrapii. Um dos projetos em andamento envolve o centenário Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), vinculado à Universidade de São Paulo (USP), e credenciado na Embrapii como especialista em alto desempenho de materiais.
A Embrapii é mantida através de recursos dos ministérios da Educação e da Ciência. Patrocina um terço do valor dos projetos e o restante é negociado entre cada instituição de pesquisa e seus clientes. Até hoje, a empresa investiu R$ 54 milhões para cobrir um terço das despesas de 60 projetos.
Confira a matéria na íntegra:
Capa Exame
Sumario
01
03
05
07
09